Revisão de texto não tem nada a ver com revisão ortográfica do Word!!

Dia desses, liguei para um concorrente aqui da minha região para saber o preço que eles (uma empresa) cobravam para formatação e revisão. Os preços eram iguais aos meus, entretanto, quando perguntei como eles faziam a revisão textual, ouvi, incrédulo: “A revisão é o Word quem faz”.

Fiquei abismado! Como assim o Word faz a revisão? Word faz revisão ortográfica, encontra, no máximo, uma palavra que esteja escrita errada. Muitas vezes o programa passa batido por palavras como “secretária” (quem tem secretariado e trabalha em uma secretaria) e “secretaria” (o local de trabalho). Geralmente ele nem marca a diferença, daí frases como “A secretaria trabalha na secretaria” ou “A secretária trabalha na secretária” ficam completamente loucas e sem sentido. Isso só para dar um exemplo.

Na questão de concordância nominal e verbal, em frases mais complexas, o Word nos dá, em geral, opções erradas. O Word não faz revisão textual e, menos ainda, copidesque (reescrita de trechos confusos ou obscuros). Assim como o Google Tradutor não traduz como um tradutor de verdade, o Word não revisa como um revisor de verdade. Ainda que a tecnologia esteja bastante avançada, tanto o trabalho do revisor, quanto do tradutor, a máquina AINDA não consegue fazer.

Então, não caiam no engodo da revisão pelo Word, porque, se sua banca for honesta e, se o seu leitor for exigente, você será visto como alguém relaxado que não respeita nem a banca e nem o leitor.
Parodiando a famosa frase: “Escrever é preciso, revisar TAMBÉM é preciso”.

Escrita Criativa

Muita gente gosta de escrever, mas tem certas dificuldades. Ora, “escrever” é algo que pode ser ensinado e aprendido. Ninguém nasce escritor, pois a escrita é uma técnica, uma tecnologia que se adquire, indiretamente, por intermédio da leitura, e, diretamente, pelo treinamento constante.

No Brasil, são poucos os cursos de Escrita Criativa. Na minha região de origem, por exemplo, havia apenas um que era oferecido por um escritor de certa fama. Essa única oficina definia certos critérios: só trabalhava com o gênero conto e tinha bem poucos participantes. Tentei entrar uma vez, mas não fui aceito, daí não tentei outra vez e acabei indo por “caminhos alternativos”.

Quanto entrei na faculdade de Letras, na Federal da minha região, pensava em ser escritor. Ledo engano! As faculdades de Letras, em geral, não “criam” escritores, não ensinam a escrever. Elas, por outro lado, transformam os alunos – aqueles que se interessam pelo menos – em leitores muito proficientes.

Dependendo do seu caminho dentro de um Instituto de Letras, você pode se tornar um “expert” em Língua Portuguesa, em uma ou mais Línguas Estrangeiras, em uma ou mais Literaturas (ainda assim, é impossível ler tudo que se deve e, menos ainda, o que se quer, pois o tempo é sempre um limitante), em Linguística (fonética, fonologia, morfologia, morfossintaxe, sintaxe, pragmática, semântica, análise do discurso, teorias da enunciação, entre outras áreas), pode, também, se tornar um bom professor; mas, vejam só: não há NENHUM foco na escrita criativa!

Durante o tempo em que passei pelo curso, tive uma única cadeira que trabalhou com um pouco de escrita criativa. Essa cadeira era opcional e só abriu uma única vez em sete anos!

Na internet, mesmo, há muitos blogs e gente divulgando seu trabalho, mas não há quase nenhuma oficina de escrita criativa. Além da OE, não conheci nenhuma outra. Conheci muitas listas de escritores e grupos do orkut e facebook, mas não um grupo como foi a OE.

Durante 10 anos, ou um pouco mais, participei da Oficina de Escritores, a OE, um local “virtual” por onde passaram dezenas de aspirantes a escritores e, também, escritores que hoje publicam por editoras grandes ou se autopublicam por editoras muito pequenas.

Lá, fiz amizades, analisei muitos textos e escrevi alguns que também foram analisados pelos colegas. Essa experiência é como aquela da propaganda do cartão de crédito: “não teve preço”.
Foi uma experiência de escrita na prática (porque teoria eu já sabia até demais). Aprendi “horrores” e “maravilhas”, até porque nosso grupo se voltava somente ao gênero fantástico e seus subgêneros (terror, fantasia, policial, ficção científica).
O único livro de contos que publiquei, são de textos lidos e analisados lá. Nesse livro, não tem tudo o que escrevi, pois alguns textos simplesmente não podem ser publicados (quem nunca escreveu uma bela porcaria??). Se quiserem conhecer essa obra, aqui vai o link do livro na Amazon:
http://www.amazon.com.br/Alguns-Contos-Estranhos-Oficina-Escritores-ebook/dp/B00D0DNN4O/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1435069795&sr=8-1&keywords=alguns+contos+estranhos

O livro custa só “dé real”, quase nada nos dias de hoje. Vendi alguma coisa, mas não fiquei rico… 😉

Durante minha participação na OE, conheci o Rogério Amaral Vasconcelos, que criou a SLEV (Sistema Virtual Experimental). A SLEV foi uma ideia literário-experimental de criar textos coletivos dentro de um universo compartilhado.

Pela SLEV, foram lançados cerca de 20 livros (novelas e romances) de vários autores diferentes, quase todos haviam passado pela OE. Além de ajudar na revisão e edição de alguns deles, fui escritor do livro de número 8 (embora tenha sido o segundo livro a ser escrito após o livro que dava origem ao universo compartilhado), que é esse aqui:

http://www.amazon.com.br/Templos-Tempos-Cole%C3%A7%C3%A3o-Slev-2002-ebook/dp/B00D6MVDE6/ref=sr_1_3?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1435069963&sr=1-3

Mas e aí você pergunta: o que isso tem a ver com a Tot Textual e Cultural?

Bem, essa experiência, pode ser passada para você que quer escrever, mas não tem quem o ajude.

Entre em contato e agende aulas de escrita criativa. Elas podem ser feitas via Skype, Facebook ou na Plataforma Profes. Não deixe de aprender a escrever ou de melhorar a sua escrita. Ao contrário do que muita gente prega por aí, é possível, sim, aprender a escrever.